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Depressão

 

Um recente estudo promovido pelo Banco Mundial e pela Organização Mundial da Saúde, mostrou a depressão como uma das maiores causas de incapacitação, sendo responsável por mais de 10% dos anos de incapacitação de indivíduos em todo o mundo. As projeções para as próximas décadas refletem um agravamento da presente situação, esperando-se que a depressão venha a representar, em 2020, a segunda maior causa de incapacitação, abaixo apenas das doenças cardíacas. Estima-se que aproximadamente l5% da população será vítima de pelo menos um episódio depressivo a cada ano de sua vida adulta. As estatísticas, em âmbito mundial, nas três últimas décadas, indicam não apenas um aumento gradual da incidência de depressão na população em geral, mas, ao mesmo tempo, uma redução na idade de ocorrência do primeiro episódio depressivo.

 

FATORES DE VULNERABILIDADE À DEPRESSÃO

 

Quanto aos fatores de vulnerabilidade à depressão, e refletindo a adoção de modelos multifatoriais, estudos apontam fatores de predisposição biológicos; fatores hereditários; fatores de predisposição cognitivos, adquiridos ou familiarmente transmitidos; déficit em habilidades de resolução de problemas; fatores ambientais e contingenciais, como problemas e crises vitais; fatores de personalidade, como introversão, neuroticismo, traços obsessivos; estados subjetivos de desamparo e desesperança, entre outros. Quanto aos fatores cognitivos em particular, destacam-se os estilos de processamento de informação que denotam extremismo e rigidez, como pessimismo e perfeccionismo. Estudos demonstram que o pessimismo é um fator necessário, embora não suficiente, nos quadros depressivos. Essas evidências, portanto, parecem sugerir que certo grau de otimismo é necessário para neutralizar a desesperança e o desamparo, que predispõem indivíduos à depressão.

 

SINTOMAS DA DEPRESSÃO

 

As dimensões relevantes do quadro depressivo são:
(1) alterações de humor, que se referem à característica central da depressão, daí a denominação genérica de “transtornos afetivos”;
(2) alterações do estilo cognitivo, que se refletem no pensamento lento e ineficiente, baixa concentração, déficits de memória, indecisão;
(3) alterações de motivação, como perda de interesse em trabalho ou lazer, isolamento social, comportamentos de fuga ou esquiva, incluindo o suicídio;
(4) alterações de comportamento, como passividade, inatividade, choro, reclamação ou demanda excessivas, e dependência;
(5) alterações biológicas, como aumento ou redução do apetite ou sono, que podem resultar de alterações estruturais ou bioquímicas.

 

TRATAMENTO DA DEPRESSÃO: PSICOTERAPIA E ANTIDEPRESSIVOS

 

A eficácia da Terapia Cognitivo-Comportamental no tratamento da depressão mostra-se relevante especialmente em vista do sucesso limitado do uso exclusivo dos antidepressivos. Estima-se que entre 35 e 40% de portadores de depressão não respondem satisfatoriamente a antidepressivos, e parte dos que respondem satisfatoriamente recusam-se a tomá-los ou descontinuam o tratamento devido aos efeitos colaterais. Por outro lado, a melhora do paciente em psicoterapia vai além do simples alívio da depressão; ele “aprende” de sua experiência psicoterapêutica de maneira abrangente e desenvolve-se em várias áreas de sua experiência, processos que previnem novos episódios.

 

Hoje, o modelo cognitivo constitui o mais eficaz e melhor validado modelo para a conceituação e tratamento da depressão, em associação ou não à medicação. Além de seu desenvolvimento nas áreas de intervenção e eficácia, mais recentemente os estudos sobre processos cognitivos na depressão e processos que viabilizam resultados clínicos vêm igualmente recebendo atenção crescente de pesquisadores, em um sinal inequívoco de progresso nos níveis conceitual e aplicado, e explicando a preferência pela Terapia Cognitivo-Comportamental por clínicos ao redor de todo o mundo.

 

Por Elayne Oliveira