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Comida e Culpa
Comida e Culpa

Você se sente culpado quando acaba de comer? Entenda o por quê!

Nos primórdios da civilização, obter alimento envolvia a caça ou a coleta em campos e florestas. A cada dia, ao despertar, nossos ancestrais não sabiam o que e nem quanto alimento teriam. Comiam em grandes quantidades alimentos calóricos pois não sabiam quando estariam disponíveis novamente.

Há menos de dois séculos, o homem passou a ter maior disponibilidade e acesso a comida, o que facilitou, e muito, o nosso dia-a-dia. Acontece que nosso cérebro ainda não teve tempo de assimilar essa mudança no ambiente e, por isso, continuamos buscando de maneira instintiva, mais comida do que necessitamos.

Soma-se ao processo evolutivo, a questão educacional: “boas crianças comem toda a comida e raspam o prato.” E depois, quando na adolescência e idade adulta, a informação é: “não coma demais senão você irá engordar!” Essas orientações desencontradas, acabam por desenvolver adultos com ideias confusas em relação à alimentação.

O acesso à informação sobre valores nutricionais dos alimentos, a tendência “fitness” e a mudança nos padrões de beleza, têm um papel importantíssimo na determinação de nossos padrões atuais de alimentação, que acabam nos colocando no sentido oposto de nossa genética e de nossa história evolutiva. Passamos a contar calorias e a adotar diversos tipos de impossíveis dietas e provocamos, assim, uma imensa paranóia social.

Tal paranóia acaba por provocar uma infinidade de efeitos colaterais na população, sendo que o pior de todos eles é sem dúvidas, a Culpa. Comer não é mais apenas um ato nutricional, necessário para nossa sobrevivência, mas carregado de arrependimento, medo e vergonha. Hoje em dia, as pessoas não mais se alimentam de maneira livre e leve, sem pensamentos invasivos de pesar ou remorso.

Colocamos pressão sobre nós mesmos para ter uma dieta perfeita e equilibrada, se comemos de maneira adequada, somos “bons” e saudavelmente corretos, mas se comemos de uma maneira inadvertida (um pedaço a mais de pizza ou bolo, por exemplo), deixamos a mesa nos sentindo mal, nos autoflagelando, como se toda a refeição não tivesse valido a pena.

Aqui vai um conselho: pare de se julgar a partir de suas escolhas alimentares! O que você come não define a pessoa que você é. Concentre sua atenção em sua vida emocional. Essa sim precisa de atenção, pois a culpa nasce quando não estamos presentes na hora da refeição, mas com a cabeça em outro lugar, em outra preocupação.

Lembre-se: a saúde e seu corpo (assim como a felicidade), na verdade, são um estilo de vida não definido por aquilo que você come, mas pelo que você, de fato, é, a maior parte do tempo.

Daniela Nanni
Psicóloga Cognitivo Comportamental

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Zona de (des)conforto

Você sabe que sua vida financeira está descontrolada ou que o relacionamento vai de mal a pior. Você não fala com algum familiar há meses, anos. Você está infeliz com sua vida profissional, com sua saúde ou forma física. Você não vê uma forma de sair dessa situação e se vitimiza culpando à Deus e o mundo.

Se você se encontra numa dessas encruzilhadas, saiba que há como sair e só depende de você! “Como assim, só depende de mim?” Vou explicar. Cada um de nós é responsável pelas próprias escolhas. O que muita gente não sabe é que, ao não tomar uma atitude e permanecer na mesma situação, estamos fazendo uma escolha. Não escolher mudar é escolher a vida que você tem hoje.

Às vezes escolhemos o caminho errado. É importante saber o que você quer, para cada área da sua vida, ter FOCO e não esperar que o tempo solucione seus problemas. Pessoas bem sucedidas não responsabilizam a vida pelos erros que cometem. Elas se responsabilizam, ajustam o foco, estabelecem novos planos e procuram executá-los da melhor maneira que puderem.

Quem está no comando das suas escolhas? Pare de repetir: Eu não posso, não tenho, não consigo, não sou. Você é o que você pensa e diz sobre você mesmo(a) a maior parte do tempo. Tudo é uma questão de se aliar ao tempo e ter disciplina. Atenção! É muito provável que você cometa erros.

Ninguém tem a melhor conversa com o parceiro na primeira vez, nem acerta o melhor investimento na primeira vez e não se posiciona da melhor maneira perante o chefe de primeira. É a persistência e o treino que nos levam a fazer cada vez melhor. Não estou dizendo que sair da zona de conforto é fácil, mas que a responsabilidade é sua, de mais ninguém.

 

Daniela Nanni
Psicóloga Cognitivo Comportamental

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Síndrome Pós Férias

Após alguns dias de férias, é hora de retornar ao trabalho. Trânsito, horário, obrigações, reuniões, prazos, rotina. Há uma mudança drástica de cenário. De repente a pessoa começa a se sentir ansiosa, angustiada e até dormir parece ficar mais difícil quando as lembranças de dias mais tranquilos e sem compromissos ainda está fresca em nossa cabeça.

Com raríssimas excessões, todos nós sentimos o peso do retorno à rotina de trabalho. Porém há alguns que sofrem mais que os outros. Uma pesquisa da Internacional Stress Management Association (ISMA) no Brasil, revelou que 23% dos trabalhadores brasileiros são acometidos da Síndrome Pós Férias, popularmente conhecida por Depressão Pós Férias.

Diferentemente da tristeza que acomete os trabalhadores após algum tempo de férias, os sintomas da Síndrome Pós Férias podem se estender por até 14 dias após o retorno às atividades laborais. Os principais sinais e sintomas que acometem aqueles que sofrem da Síndrome Pós Férias são:

⁃ Dores musculares,

⁃ Dores de cabeça,

⁃ Cansaço,

⁃ Problemas gastrointestinais,

⁃ Insônia,

⁃ Irritabilidade,

⁃ Angústia,

⁃ Ansiedade.

Não tem jeito! Não há como passar a vida viajando e de férias, infelizmente. Voltar à rotina e ao trabalho é preciso. Podemos tornar esse momento menos estressante e sofrido com algumas atitudes simples:

⁃ Procure dividir suas férias em períodos mais curtos e mais frequentes ao longo do ano;

⁃ Procure retornar de viagem pelo menos dois dias antes de retornar ao trabalho, para ir se readaptando à vida normal;

⁃ Retome os hábitos saudáveis. Na maioria das vezes, durante as férias, acabamos relaxando com nossa alimentação, rotina de atividade física e sono. Isso acaba desregulando nosso organismo e nos deixando mais vulneráveis;

⁃ Veja o lado bom de voltar. “Não existe lugar como nosso lar!” Dormir no seu travesseiro, rever seu cachorro, sua família, sua comida!;

⁃ Comece a planejar a próxima! Ahahaha Essa é uma forma de você se desapegar um pouco do passado. Segundo um estudo publicado pelo Applied Research in Quality of Life, o simples fato de programar uma viagem pode aumentar a felicidade de uma pessoa.

Se os sintomas persistirem por mais de duas semanas, então isso pode ser indício de problemas anteriores pré-existentes: insatisfação com a atividade desempenhada, com o ambiente de trabalho, desmotivação, falta de perspectivas. Nesse caso, procure ajuda de um profissional capacitado para auxiliar na solução das dificuldades.

Daniela Nanni
Psicóloga Cognitivo Comportamental

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