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Tudo o que precisamos saber para sobreviver às pessoas que tem mania de dificultar e problematizar tudo.

Nos deparamos com pessoas difíceis em todo lugar: no trabalho, na família, na vizinhança , nos cursos e atividades cotidianas que fazemos. Uma das características delas é tornar qualquer pequena coisa, por mais simples que seja, em algo difícil. São complicadas e exigentes, têm um problema para cada solução e uma tormenta para cada instante de calma. São chatas, adoram discussão, nos debilitam, esgotam, roubam nossa paz interior

Pessoas difíceis não conseguem estabelecer relações sociais e afetivas funcionais, respeitosas e estáveis. Bom mesmo seria se pudéssemos excluir, “dar unfollow” ou bloquear esse tipo de pessoas de nosso convívio. Mas como não é possível, temos que aprender a gerir para preservar a nossa integridade mental e emocional.

Sobre a mania de complicar

Isso acontece porque cada um de nós tem um programa de tradução interno – que foi programado de acordo com as nossas experiências de vida – responsável por dar significado à tudo o que nossos sentidos são capazes de captar. O tempo todo recebemos influência de imagens, sons, cores, sabores e tudo o que nos rodeia. Todas as informações do dia a dia são checadas e ganham sentido a partir desse sistema de tradução pessoal. As frases, as ações e até as não ações dos outros, tudo será traduzido para a nossa linguagem própria.

Como qualquer programa, nosso tradutor interno comete erros. E quanto mais uma pessoa sofreu, mais errada pode ser a interpretação dela, pois ela foi programada pelo medo, pela desconfiança, pela insegurança, pela frustração e tudo o que ela quer é se proteger. O hábito de dificultar o simples esconde um labirinto de problemas emocionais que atrapalham o desempenho e bom funcionamento do tradutor interno.

A maioria de nós, já passou por momentos nebulosos, em que acreditamos que a vida é difícil, que os problemas não têm solução ou fomos pessimistas. Porém, quando me refiro à pessoas difíceis e complicadas, esse padrão é crônico, constante. São homens ou mulheres com manias e artimanhas narcisistas, que nutrem um desejo encoberto de dificultar a vida dos outros.

Como lidar com essas pessoas.

  • Dizer à essas pessoas que elas são complicadas e difíceis, não nos levará à lugar algum, pois muito provavelmente elas não conseguirão ver o problema. É preciso compreender que as pessoas são assim e aceitar que não podemos muda-las. Uma vez que somos obrigados a conviver elas, precisamos aprender a interagir para preservar nossa própria integridade emocional.
  • Foque no positivo. Todas as pessoas têm qualidades. Deve haver alguma coisa que essa pessoa faça bem.
  • Seja uma pessoa “fácil”: transforme a si mesmo e a sua vida em um exemplo de tolerância, paciência, humildade e gentileza. Mantenha-se calmo e retire-se sempre que necessário.
  • Não deixe que o discurso dessas pessoas definam suas emoções. Saiba que o que eles dizem e fazem vem de problemas não resolvidos na infância ou no passado que eles estão projetando em você.
  • Procure compreender quais são os motivos, traumas ou a história pregressa da pessoa que estão determinando esse padrão de comportamento. Lembre-se que esse padrão foi programado pelo medo e pela necessidade de se defender.
  • Afaste-se. Um relacionamento de longo prazo com uma pessoa desse tipo não é saudável. Se você não puder ir embora ou fazer com que a pessoa vá embora agora, então abandone mentalmente o relacionamento até que possa fazê-lo fisicamente.

Daniela Nanni
Psicóloga Cognitivo Comportamental

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